25/10/2013

"… de amor andamos todos precisados

"… de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. 

Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando.
 (…) Meu partido está tomado. (…)
Ele não obedece a cálculos da conveniência momentânea, não admite cassações nem acomodações para evitá-las, e principalmente não é um partido, mas o desejo, a vontade de compreender pelo amor, e de amar pela compreensão."

(Carlos Drummond de Andrade)

Amara Mourige

18/10/2013

Dentro da eternidade e a cada instante.

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Vinicius de Moraes
Amara Mourige

04/10/2013

Ah, queima-las não pude...


" Velhas Cartas de Amor "
Hector Pedro Blomberg
(argentino - 1890)

Ah, queima-las não pude... É que elas - quem diria?
guardam murchas assim tua morta paixão
- a febre de uma noite, as lagrimas de um dia -
como o eco já sem voz de uma ultima canção.

Tuas cartas! - num tempo a que eu retornaria –
fizeram palpitar de amor meu coração...
Depois, veio o silêncio, a distância, a agonia,
e o bálsamo do tempo - a cruel consolação!

Vivem nelas ainda um romance apagado,
a luz da mocidade, o fogo de um passado,
a gloria de uma vida aos vinte anos em flor...

Ontem, contava-as, sim - com um gesto indiferente...
Mas sobre elas caiu uma lagrima ardente ...
... E não pude queimar tuas cartas de amor...


( Poema de JG de Araujo Jorge extraído do livro
"Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou"
Vol. IV - 1a edição 1965)
Amara Mourige

22/09/2013

O que fazer?


ESTE AMOR
Este amor resiste ao tempo, insistindo em não ser esquecido.
 Um amor que prevalece para além da distância, mergulha num mar de saudade e vive alimentando-se de recordações.

O que fazer?

 Um amor que transporto no meu peito durante as quatro estações do ano, não se desprende no Outono como folhas que bailam sobre o vento, não congela por entre montanhas de neve no Inverno, enclausura-se para contemplar um Sol de Primavera, resiste às temperaturas tórridas de um Verão e aguarda pelo refresco dos teus beijos.
 Mico

 Amara Mourige

14/09/2013

Palavras Ao Vento

Em cada esquina, paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras, apenas

Palavras pequenas

Palavras

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva, minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será

Palavras, apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras palavras

Palavras palavras
Palavras ao vento
Palavras, apenas, apenas
Palavras pequenas
Palavras

Amara Mourige

30/08/2013

Estou me apaixonando tanto por você


"Você me faz viajar, tropeçar, voar, me atrapalhar
Desajeitada porque eu estou me apaixonando
Você me faz escorregar, cair, naufragar, me atrapalhar
Desajeitada porque eu estou me apaixonando
Me apaixonando tanto por você"
Fergie

Amara Mourige