11/06/2013

♥ Se apenas um dia eu tivesse


APENAS UM DIA

(Anne Lieri)

Se apenas um dia eu tivesse
Faria uma vida em um dia
Não teria nenhum senão
E nosso amor viveria!

A vida inteira num momento
De amor, laços, paixão...
Sem incertezas, lamentos
Só as notas de uma canção.

Se apenas um dia tivesse
Queria morrer de amor
E mesmo que não pudesse
Negaria qualquer dor!

Apenas um dia a sonhar,
Cochichar no teu ouvido,
O que não ouso contar,
Nem mesmo pro meu umbigo...

Um dia de amor total,
Sem passado a nos pesar,
Acima do bem e do mal,
Apenas um dia prá ama

Lindo!
Amara Mourige

09/06/2013

Naquela tarde morna e plácida de outubro,...


"Se eu pudesse voltar no tempo, retroceder todos
esses anos, sofrer tudo o que sofri, nem que fosse para vê-lo por um único
instante, como o vi pela primeira vez, parado em frente à nossa casa,
naquela tarde morna e plácida de outubro, os cabelos fulvos e inquietos
cintilando ao sol do pampa, se eu pudesse pôr o tempo a pisar as suas
próprias pegadas, eu não hesitaria..."

Trecho de A casa das sete mulheres de Letícia Wierzchowski
Amara Mourige

26/05/2013

Creio, vivi um conto de fadas, mas sem o “felizes pra sempre”;


Creio, vivi um conto de fadas, mas sem o “felizes pra sempre”;
Foi mágico... lindo...
E certamente será inesquecível.
Não pude detê-lo, por mais que este fosse o meu desejo;
Deixei-o partir... e ele se foi, levando consigo o brilho dos meus olhos e o encanto do meu sorriso.
Fiquei observando... desejando que uma maré forte o trouxesse de volta.
Enfim, o mar silenciou-se.
Guardo em meu coração todos os momentos bons e o aprendizado proporcionado pelo “Cuide-se”
Deixei de focar em você e agora estou cuidando de mim... amando-me...como deve ser!
Cuide-se você também!!!
"o tempo passa e com ele a dor..."
Amara Mourige

22/05/2013

Amor...de mentiras

Amor...de mentiras

Eram beijos de fogo, eram de lavas,
e sabiam a sonhos e ambrosias.
Com pensar que a boca com que os dava
era a mesma afinal com que mentias?

Se eras as mais humilde das escravas
em dádivas, anseios, alegrias,
- como prever que o amor que me juravas
seria mais uma das tuas heresias ?

Como supor ser tudo um falso jogo?
E crer que se extinguisse aquele fogo
que acendia em teus olhos duas piras?

E descobrir, - no instante em que me amavas, -
que em tua boca ansiosa misturavas
ao mesmo tempo beijos e mentiras ?


Eram brancas as mãos, brancas e puras,
mãos de lã, de pelúcia, mãos amadas...
Como prever, vendo-as fazer ternuras,
que nas unhas traziam emboscadas ?

Era tão doce o olhar... em conjeturas
felizes, e em promessas impensadas...
Como enxergar, portanto, as amarguras
e as frias traições nele guardadas ?

Como pensar em duas, se somente
uma eu tinha em meus braços, e adorava,
e a outra, - uma impostora, - se mantinha ausente.

E, afinal, como ver, nessa alegria,
que o amor que tanta Vida me ofertava
seria o mesmo que me mataria ?

( Poema de JG de Araujo Jorge
extraído do livro Epera- 1960 )

Amara Mourige

12/05/2013

Não Economize Amor Diga Amar!


Não Economize Amor Diga Amar!

“Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha, mas esse é um conhecimento que nunca está concluído, pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na frequência da escassez, de quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente. 

Há amor para todo mundo. Há amor para quem quer se conectar com ele. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mais amor a gente tem, não é lorota, basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios.Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. 

Tão melodiosa que, muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida, de nós mesmos, do amor.

Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá.”

Texto de Ana Jácomo
Amara Mourige

05/05/2013

Se hoje eu pudesse me mostrar em uma definição...


Se hoje eu pudesse me mostrar em uma definição...eu seria meu coração. 
Meu coração que é vermelho...amarelo...quer dizer: que é colorido...que tem uma costura feita com pontos apertados...que tem um sorriso disfarçado...que não obedece ao ritmo da sístole e diástole...que se enche e esvazia...que se doa e se transforma...que se descobre e se esconde e que tem um não sei quê...que se eu não sei...eu não posso definir...mas o que eu acho é que é o tamanho...tamanho pequeno como criança...tamanho grande como é a vida.

Amara Mourige