24/11/2012

'Cuide bem do seu AMOR, seja ele quem for...'

Cuide bem do seu amor
O amor é como uma flor que precisa de cuidados diários para crescer; se não cuidarmos bem das flores elas morrem.
Assim é o amor...
Se não cuidarmos bem dele é capaz desse sentimento morrer.
O amor é um sentimento lindo que pode se tornar feio se machucado.
O amor é um sentimento forte e delicado ao mesmo tempo porque quando se ama verdadeiramente é capaz de superar tudo, mas também tem que cuidar bem, pois é muito fácil machucar um coração apaixonado se ele não for bem cuidado, quando ele é pisado e até mesmo esquecido (pode ser por alguns momentos, mas machuca), quando é deixado pra trás e por aí vai... não vale apena falar coisas ruins.
Mas muito cuidado!
O amor pode se entristecer e ficar fraco.
Por isso...
'Cuide bem do seu AMOR, seja ele quem for...'

Amara Mourige

09/11/2012

♥ Mas eu preciso muito...


“Você não precisa trazer nada, só você mesmo. 
Você nem precisa dizer alguma coisa no telefone. 
Basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio. 
Juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado 
da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. 

Mas eu preciso muito, muito de você.” 

— Caio Fernando Abreu.



Amara Mourige

04/11/2012

♥ Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...♥

É primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!


Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida... não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser Melhor!


Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera...


Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!
Meu Amor, meu Amor, é primavera!...

- Florbela Espanca
Amara Mourige

01/11/2012

♥ Para os que amam, o tempo é eterno. ♥


De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou. 

William Shakespeare 

Para os que amam, o tempo é eterno. 

William Shakespeare
Amara Mourige

26/10/2012

E a maior das tristezas é a tristeza


Eu hoje acordei triste, - há certos dias
em que sinto esta mesma sensação...
E não sei explicar, qual a razão
porque as mãos com que escrevo estão tão frias...


E pergunto a mim mesmo: - tu não rias
ainda ontem tão feliz... diz-me então
por que sentes pulsar teu coração
destoando das humanas alegrias?...


E, nem eu sei dizer por que estou triste...
Quem me olha não calcula com certeza,
o imenso caos que no meu peito existe...


A tristeza que eu sinto ninguém vê...
E a maior das tristezas é a tristeza
que a gente sente sem saber por quê!...

J.G de Araújo Jorge
♥♥
Amara Mourige


21/10/2012

Chovia...chovia



Chovia...chovia

Naquela tarde, como chovia!

Me lembro de que a chuva caia
lá fora
sem parar,
e seu surdo rumor até parecia
um sussurro de quem chora
ou uma cantiga de embalar...

Me lembro de que tu chegaste
inquieta, ansiosa,
mas logo te aconchegaste
em meus braços, quietinha...
(...enroladinha como uma gatinha...)

E eu quase não sabia que fazer:
se de encontro ao meu peito te deixava adormecer...
se te mantinha acordada, para seres minha...

Me lembro que chovia, chovia sem parar...
E que a chuva caía a turvar as vidraças
anoitecendo o quarto em tons baços...
Me lembro de que te sentia
aconchegada em meus braços...
Me lembro de que chovia...
E de que era bom porque chovia,
e porque estavas alí, e porque eu te queria...
Sim, me lembro que tudo era bom...
E que a chuva caía, caía,
monótona, sem parar,
naquele mesmo tom...

Naquela tarde, amor, como chovia!

Agora, quando longe de ti, nem sou mais eu
em minha melancolia,
não posso mais ouvir a chuva cair
que não fique a lembrar tudo que aconteceu
naquele dia...

Naquele dia
enquanto chovia...
( Poema de JG  de Araujo Jorge,
extraído  do  livro A SÓS... , 1958 )

♥♥ 


Amara Mourige